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São Paulo: a incompetência e o abandono por trás da falta d´águaPublicado em: 04/12/2014 21:13:00
Como explicar que no Brasil, um dos países mais ricos em água do mundo, uma população de dezenas de milhões, fique sem o precioso bem na primeira seca mais prolongada?
![]() Outras represas como a Billings, de 995 milhões de metros cúbicos, uma capacidade muito superior a todo o Sistema Cantareira foi idealizada em 1930. Infelizmente a água da Billings só pode ser utilizada parcialmente, pois tem áreas intensamente poluídas por esgotos domésticos, uma clara falta de planejamento e de investimentos. ![]() A represa de Guarapiranga, fundada em 1908, com 272 milhões de metros cúbicos é outra que recebe esgotos não tratados que comprometem o uso da água para abastecimento humano. ![]() Barragens associadas ao poluidíssimo Rio Tietê como Rasgão, Pirapora do Bom Jesus e Edgard de Souza servem apenas para a geração de energia já que uma sucessão de governos incompetentes e uma população desinteressada pouco fizeram para evitar a morte do Rio Tietê. Hoje colhem os dejetos de anos de total abandono e poluição. Mesmo sendo conivente, já que elegeu e reelegeu, ao longo de décadas, governos que nada ou pouco fizeram para melhorar a qualidade, armazenagem, distribuição e tratamento da água, o povo da Grande São Paulo não é o único culpado. Colocar a culpa no desmatamento da Floresta Amazônica é mais uma forma de lavar as mãos de todos esses crimes ambientais que S. Paulo, seu governo e boa parte de sua população vem fazendo nestas muitas décadas de descaso. As chuvas que hoje inundam S. Paulo não são provenientes da Amazônia como alguns dizem. A imagem abaixo mostra a direção dos ventos e as principais chuvas que afetam a região enquanto o texto é digitado. A umidade que está causando essas chuvas vem toda do Atlântico e não da Amazônia. ![]() Por mais que nós Brasileiros discordemos sobre as responsabilidades não há como negar. Somos nós que elegemos esses governos que nada fizeram e somos, nós, mais uma vez, que fechamos os olhos para a poluição sistêmica dos rios e barragens, não só de S. Paulo. Plantamos e estamos colhendo... A crise hídrica um dia vai acabar, mas os nossos hábitos medievais e péssimas escolhas possivelmente não. Até quando? Será que não temos nada a aprender? Autor: Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo
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