|
|
|||
|
| Home |
TAPAJÓS, OURO E MERCÚRIO. FATOS E BOATOS SOBRE A CONTAMINAÇÃO DOS SEUS HABITANTES
por Pedro Jacobi
Em pouco tempo dezenas de milhares de prospectores de ouro, os garimpeiros, invadiram a cidade, os rios e, aos poucos, as matas. Calcula-se que mais de 500.000 homens garimparam na região. As consequências deste trabalho e da lavra desorganizada se fizeram sentir imediatamente. Com o garimpo veio o dinheiro e, naturalmente, os problemas inerentes a ele. Um dos pontos mais debatidos tanto pela mídia nacional e internacional como pelos meios acadêmicos, foi o da contaminação do meio ambiente, flora, fauna e pessoas pelo mercúrio.
O sensacionalismo A partir da década de 80 muito se falou sobre o assunto e as notícias mais alarmistas e geradoras de manchetes foram as mais divulgadas. Acreditava-se que a região e seus habitantes estariam totalmente contaminados e que em breve o mundo veria o horror de Minamata pintado com cores tropicais. Na época os primeiros resultados analíticos mostravam que a contaminação por mercúrio era detectada a centenas de quilômetros dos garimpos, nas proximidades de Santarém. Os cálculos sobre a quantidade de mercúrio jogada no meio ambiente eram, consequentemente, astronômicos. Como o mercúrio havia contaminado centenas de milhares de quilômetros quadrados? Os debates se acirraram, comissões foram nomeadas e um estado de caça as bruxas instalado. Esperava-se uma grande catástrofe com a morte e a deformidade de muitas pessoas. A Doença de Minamata Minamata é o nome de uma baía no Japão que foi o palco da maior catástrofe ambiental causada por mercúrio na história do homem. O mercúrio, em sua forma orgânica (metilmercúrio) foi jogado ao mar por uma industria química japonesa a Chisso Chemical Corporation. O metilmercúrio é um composto químico bastante solúvel e pode ser concentrado milhares de vezes nos peixes e mariscos que, para capturar o oxigênio ou se alimentarem, filtram imensos volumes de água. A contaminação dos peixes em Minamata foi a principal causadora da contaminação humana a seguir. Milhares de habitantes das comunidades vizinhas à Baía, cuja principal dieta era constituída de frutos do mar, foram contaminados e desenvolveram os sintomas do que foi chamado de Doença de Minamata. A doença ataca o sistema nervoso e cérebro causando dormência nos membros, fraquezas musculares, deficiências visuais, dificuldades de fala, paralisia, deformidades e morte. O metilmercúrio ataca da mesma forma os fetos durante a gestação podendo ou não matá-los. Um grande número de crianças com deformidades causadas pela doença foi registrado nos anos que se seguiram ao desastre ecológico. O resultado da contaminação em Minamata se faz sentir até hoje. Morreram 1.435 pessoas e mais de 20.000 foram contaminadas e estão recebendo indenizações. Das formas de contaminação por mercúrio qual é a mais perigosa para o ser humano? Existem várias formas de mercúrio, mas iremos discutir as três mais importantes para o caso do Tapajós.
A conclusão que se chega é que as formas de mercúrio orgânicas são as mais perigosas e as responsáveis pelos desastres ocorridos. Mesmo a inalação do mercúrio metálico que é uma das formas de contágio mais comuns nos garimpos e nas lojas de compra de ouro não tem o o mesmo efeito maléfico que o envenenamento por metilmercúrio. Hoje a maioria das pessoas que vaporizam o mercúrio já usam as máscaras de proteção e as capelas. O mercúrio e o garimpo O garimpeiro, para aumentar a recuperação das finas partículas de ouro, usa o mercúrio na sua forma líquida. Este metal líquido tem a propriedade de capturar os grãos de ouro formando um amálgama. Na realidade é este mesmo amálgama que foi usado até pouquíssimo tempo atrás, nas obturações e próteses dentárias. Ou seja a maioria dos cidadãos de meia idade carregam uma fonte de mercúrio em sua boca. No garimpo a operação com o mercúrio consiste em colocar grandes quantidades deste metal líquido nas caixas (sluice boxes) em posições estratégicas onde o ouro estará sendo também concentrado. O fluxo da água faz o ouro entrar em contato com o mercúrio sendo imediatamente aprisionado. O processo é, em geral, muito rudimentar e causa grandes perdas de mercúrio que é transportado pelas águas para os rejeitos onde se infiltra. O amálgama que não foi perdido na garimpagem é, após alguns dias, processado pelo garimpeiro com o intuito de recuperar o ouro e parte do mercúrio metálico. Este processo é a maior fonte de contaminação dos garimpeiros pois nele é usado o maçarico, que vaporiza o mercúrio deixando somente o ouro na sua forma sólida. Os vapores de mercúrio, pela inexistência de equipamentos de proteção, máscaras e capelas, eram, parcialmente inalados pelos garimpeiros e despejados na atmosfera. A Poluição dos Rios e da Atmosfera no Tapajós É fácil entender a preocupação dos pesquisadores pois todos os ingredientes para um gigantesco desastre ecológico, maior do que o de Minamata, estavam presentes na história Tapajônica das últimas décadas. Toneladas de mercúrio foram jogadas nos rios e suas margens e outras toneladas de mercúrio vaporizado contaminaram a atmosfera do Tapajós. Esperava-se que o mercúrio metálico se transformasse rapidamente em metilmercúrio sendo então assimilado pelos peixes e, posteriormente, pelos homens causando mortes, deformidades e os sintomas que caracterizam a doença de MInamata. E os habitantes da região? Estavam doentes? Vários estudos efetuados por pesquisadores nacionais e internacionais de renome (vide bibliografia) mostraram que apesar de contaminados , os habitantes da região, quase não mostravam os sintomas da doença. As pesquisas foram feitas em várias ocasiões e com metodologias diferentes. A princípio acreditava-se em uma poluição de enormes dimensões. No entanto, a medida que eram estudados os níveis de mercúrio nos habitantes da região, aos poucos , foi sendo constatado que a maioria deles não estavam sofrendo dos sintomas da doença de Minamata. Os resultados das amostras de cabelo, urina e sangue coletados continham, quase todos, níveis de contaminação inferior aos limites mínimos preconizados pelas organizações mundiais de saúde. Os garimpeiros e compradores de ouro podiam ter elevados níveis de mercúrio, mas, quase sempre era mercúrio metálico que havia aderido aos seus cabelos. Já os habitantes de algumas comunidades ribeirinhas, pela sua dieta de peixes, foram os que apresentaram os maiores índices de contaminação por metilmercúrio. Em todos estes casos estudados, mesmo nas pessoas com teores acima de 50ppm de Hg não foram constatados os sintomas de Minamata. Em suma a doença não havia se instalado no Tapajós. O que ocorreu? Porquê o Tapajós não é a sede do maior desastre ecológico causado pelo mercúrio no mundo? O que efetivamente salvou a vida de inúmeras pessoas e crianças foi a combinação dos seguintes fatores:
Graças a esta combinação de fatores é que hoje nós não temos , no Tapajós, uma Minamata Brasileira. Mesmo não havendo os clássicos casos da doença de Minamata a poluição existe e a contaminação dos habitantes está ocorrendo. É importante que os garimpeiros e as autoridades responsáveis mantenham um controle sobre o uso indiscriminado do mercúrio evitando desta forma que a poluição possa se agravar mais ainda. Nas décadas de 80 e 90 houveram muitos debates sobre o assunto e sobre as prevenções e controles que deveriam ser implementados. Isto tem que ser reativado e a poluição efetivamente paralisada. mercúrio, mercurial, prospecção geoquímica, pedro jacobi geólogo,tin, porphyry, porphyries, titanium, cobalt, tantalite, rutile, ilmenite, columbite, caulim, caulinita, kaolin, garimpo, garimpeiro, garimpeiros, pista de pouso, trincheiras, poços, trenchs, pits, drilling, diamond drill holes, minamata desease, decease, doença, meio ambiente, meio-ambiente, meioambiente, contaminação, desastre ambiental, ambientalista, tapajos, tapajós, rio tapajós, rio tapajos, garimpo, amazonas, amazônia, amazon, polution, poluição , fish, mercury, methilmercury, metallic mercury, Carajas,Carajás, Pará, Pedro Jacobi, evaluation, negotiations, negotiator, negociação, negociações, alunita, alunite, pyrophyllite, pirofilita, diásporo, sericita, sericite, chlorite, clorita, pirita, pyrite, chalcopyrite, calcopirita, galena, esfalerita, sphalerite, hydrothermal alteration, pipes, kimberlites, lamproites, diatremes, volcanoes, vulcão, diatremas, kimberlitos, diamantíferos, quartz, chalcedony, amethyst, ametista, quartzo, calcedônia, fósseis, mineral specimens, collectors, topaz, topásio, cascalho, river flat, placers, golden, bearing, jazida, jazimentos, jazidas, jasidas, orebody, ore, orebodies, deposits, mines, minas, céu aberto, open pit, underground, subterrânea, explotação, exploiting, economia mineral, economics, cash flows, rates of return volcanics, vulcânicas, granite, diorite, granodiorite, dacite, rhyolite, flows, lava, intrusions, gabros, gabbros, gossaniferous, gossanizado, stockwork, boxwork, goethita, lepidocrosita, goethite, lepidocrosite, limonite, palladium, paládio, Minas Gerais, Tapajós, Tapajos, garnierita, laterita niquelífera, return investment, programme, program, programas, pentlandita, nickel, sulfetos, sulfides, sulphide, oxides, iron laterites, gossan, ironstone, platinum, colecionadores, collectors, advance argillic alteration, phyllic, argílica, fílica, propilitização, propilitos, propylitization, propyllitization, sericitization, faults, mineralization, terraces, production, evaluation, control, reports, data bank, locations, occurrences, databank, banco de dados, ciências naturais, search, procura, orebody, depósito mineral, mapeamento, currículo de geólogo, ciência geológica, surf software for geology, mapping, meteorites, meteoritos, cal, cimento, água subterrânea, agua mineral, planejamento de lavra, plano, requerimentos de pesquisa, requerimentos de lavra, decretos de lavra, DNPM CPRM, empregos para geólogos, empregando, perfil, profiles, perfilagem, resistividade, resistivity, logging, online, gravity, gravimetria, sismologia, magnetometria, magnetics, airborne mag, aerogeofísica, aeromagnetometria eletromagnetics, eletromagnetometria, EM, ground EM, ground geophysics, geofísica terrestre, seismic, sísmica, núcleo, plumes, crosta terrestre, manto, mantle, mantélico, piropo, olivina, esperrilita, cromita magnesiana, cr2o3, diopsídeo cromífero, cromo, diopside, chrome, heavy minerals, leucoxênio, leucoxene, campo gravitacional, campo magnético, magnetic field, magnetotelúrico, refração, polarização, petróleo, oil field, petroleo, campos petrolíferos, aquíferos, acquifer, rochas, rocks, pedras, petrificado, paleoplacers, placers, sediments, sedimentologia, sedimentar, meandros, shabkas, algas, algas azuis, riple marks, estratificação cruzada, offset, foreset, sedex, sedimentary exhalative deposits, low iron , baixo ferro, quartzite, quartzito, agalmatolite, agalmatolito, calcário, limestone, fósseis, fóssil, fossil, fossilífero, contaminação, contamination, biotita, pirocloro, tantalita, tantalite, tantalum tantalo, tântalo, nióbio, niobio, niobium, columbite, columbita, tungsten, tungstênio, tungstita, ferberita, ferberite, wolframita, wolframite, huebnerita, huebnerite, ágatas, opalas, topásio, topaz, agate, opal, dobra, sinclinal, anticlinal, sinclinório, sinclinorium, folds, economia mineral, taxas de retorno, cash flows, mineral economics, brian mackenzy, universidades, university, spinifex textures, texturas, erosão, sedimentação, transporte sedimentar, homepage, home page, site, website, desenvolvimento internet brasilia, internet brasília, garimpo, garimpeiro, garimpagem, poluição por mercúrio metálico, cobra fumando, sluice box, dragas, chupadeiras, voadeiras, avião, monomotor na amazônia, aluguel de aeronaves, rios, flats aluviais, dunas, dunes, sand dunes, areia, bars, sand bar, strand lines, depósito mineral, depósitos minerais, laterização, gossanização, gossan, gibsita, draga de alcatruz, shell, billiton, rtz, rio tinto, bp, bp mineração, codelco, chuquicamata, chuqui, porphyry copper, epithermal, cobre pórfiros, andes, andino, barrick, cvrd, golden star, docegeo, inco, iam gold, anglo american, mineração, mining, exploration, de beers, sopemi, ufrgs, bamburra, bamburro, unicamp, unigeo, verolme, mineração rio jatobá, pedro silvino lauredano jacobi, marcel jacobi, pedro bettim jacobi, porfirítico, lava em corda, dioptásio, dioptase, steel, aço, estaurolita, zircon, zircão, titanita, realgar, arsenopirita, diamante, carbonado, macla, geminado, granada, garnet, escapolita, feldspato, estanho, estanita, cassiterita, flogopita, gahnita, Rio Doce Geologia e Mineração S.A. – DOCEGEO Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM, brazilian minerals, amazon minerals explorers, Rio Tinto Desenvolvimentos Minerais Ltda. – RTDM GEOSOL - Geologia e Sondagens Ltda., De Beers do Brasil Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM Companhia Mineradora de Minas Gerais – COMIG, BRAZILIANMINERALS, venda, à venda, sendo vendido estatais, privadas, túneis, sondagem a percussão, rotary drilling, percussion drilling, piropo, ilmenita magnesiana, fugacidade do oxigênio, oxigen fugacity, informática, sistemas informatizados para internet, internet, geointernet, estatística, geoestatística, semi-variogramas, técnicos de mineração, mineradores, minerador brasileiro, mineração, lavra, desmonte, desmonte hidráulico, Secretaria de Indústria e Comércio do Estado do Pará Bibliografia:
|
Design by Internet Brasília