|
GIS
por Eduardo Melo
A
definição do que é GIS (Geographic Information System) ou SIG sempre gera
muita discussão. Alguns autores incluem a fase de aquisição dos dados,
outros não, alguns excluem os produtos (mapas) como parte do GIS, outros
incluem os profisionais como peças de um GIS.
A Universidade de Edinburg oferece uma definição que nos parece bem
apropriada e prática de que GIS é "um sistema informatizado para captura,
armazenamento, verificação, integração, manipulação, análise e visualização
de dados relacionados a posições na superfície terrestre".
Como começou
Quando o homem pré-histórico percebeu que próximo aos cursos d'agua era mais
fácil encontrar caça, pois ali estavam os animais, estabeleceu-se uma
relação entre um dado ou fato e um ponto no espaço físico. Daí em diante
tudo passou a ser relacionado no espaço, mesmo que de forma inconsciente e
empírica. Durante a história, guerras, rotas comerciais, agricultura,
construção de cidades, etc estiveram relacionados com seu posicionamento no
espaço.
O que o GIS pode fazer
Como colocamos acima o tudo que está relacionado ao um posicionamento físico
pode ser relacionado entre si e responder a questões diversas. Abaixo
listamos algumas das aplicações de GIS.
Serviços públicos - Bombeiros, polícia, saúde, trânsito e educação
Industria e comércio - Mineração, comunicações, logística, agricultura,
marketing, etc..
Meio-ambiente - monitoramento e modelamento.
Economia - indicadores sociais, econômicos, políticos.
Como vimos quase toda ciência produz dados geo-referenciados. Com o aumento
do volume de dados produzido pela humanidade em todos os ramos da ciência
havia a necessidade de melhor representar as coclusões de qualquer estudo.
Com um GIS é possível reduzir milhares de registros numéricos ou de texto em
um único mapa facilitando a compreensão das informações.
Um exemplo de atuação do GIS pode ser em exploração mineral. Relacionando-se
as análises de amostras de solo, rocha e sedimentos, imagens de geofísica,
tipos de rochas e estruturas, podemos compor mapas de favorabilidade para um
determinado metal ou associação de vários metais.
Os dados de um GIS
Há dois tipos de dados utilizados em GIS: Tabulares e Gráficos. Os primeiros
estão em forma de bancos de dados e o segundo são, por vezes a representação
visual dos dados tabulares em mapas. Podemos sub-dividir os dados gráficos
em Vetores e Raster (Imagens).
Os
vetores referem-se a linhas, pontos, polígonos com coordenadas X,Y que
permitem o posicionamento destes objetos em mapas para representar entidades
do mundo real. A figura 1 é um exemplo de dados vetoriais com informações
individuais dos objetos.
Figura 2. Exemplo de Raster. Imagem de Radar do Satélite JERS, sobre a
geologia da Região de Manaus. Notar as diferenças texturais da imagem.
Fonte, CPRM, 2002, Geologia da Amazônia.
Projeções
Partindo do princípio que a Terra é redonda e os mapas são planos, temos que
representar o mundo real nos mapas da forma mais fiel possível. Isto pode
ser conseguido usando a projeções, que são uma forma de “rebater” a
superfície curva da Terra em mapas planos. Por conta desta diferença cada
projeção tem suas aplicabilidades a depender de características próprias
|
voltar | |