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Fazer o Pólo
Siderúrgico no Maranhão é uma decisão inteligente?
por
Pedro Jacobi
Como justificar uma decisão destas se existem tantos
pontos demonstrando, de forma indubitável, que a opção Pará é a melhor em
todos os sentidos. Veja os pontos abaixo e decida você mesmo.
No nosso entender o melhor ponto para a construção do
pólo metalúrgico é um local no estado do Pará, próximo da Hidroelétrica de
Tucuruí, da ferrovia Carajás-Ponta de Madeira e as margens do Rio Tocantins.
Difícil? De forma nenhuma, basta olhar o mapa regional.
As vantagens de uma locação como esta são
imbatíveis, veja abaixo:
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Transporte: ao transportar o minério de ferro
(69% de ferro) até o Maranhão a ferrovia estará transportando mais de 30%
de lixo o que não ocorrerá se transportar os lingotes de ferro. O custo do
transporte de minério ficaria reduzidíssimo pois o mesmo seria
descarregado a poucos quilômetros, ainda dentro do Estado do Pará ao invés
de percorrer os 890km da ferrovia.
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Energia: Ao colocar o Pólo praticamente ao
lado de Tucuruí reduzem-se os custos da energia e do transporte desta
energia (redes de alta-tensão etc...). Onde encontrar energia mais barata
que na própria usina geradora?
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Distribuição: A região de Tucuruí está mais
centralizada do que S. Luis. Isto quer dizer que o ferro produzido poderá
ser distribuído para os centros consumidores do Brasil e do exterior por
várias vias possíveis como a própria ferrovia até Ponta de Madeira, a via
fluvial até Belém e as estradas que cortam a região para o Norte, Nordeste
e Sul.
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Ganhos sociais: é difícil explicar às
populações locais que eles deverão permanecer no limbo social e no
desemprego e que as oportunidades geradas pelo minério da terra deles irá
beneficiar a outros.
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Carvão siderúrgico: a obtenção do carvão
siderúrgico como sub-produto de madeireiras e de reflorestamento é
mais fácil e viável no Pará do que no Maranhão.
Decisões economicamente pouco embasadas povoam a nossa
história vide a implantação da siderurgia do alumínio no Brasil.
Neste caso ainda esperamos que prevaleça o bom senso e
não a política e o jogo de interesses.
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