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O Pleistoceno



Publicado em: 12/11/2013 12:30:00

  O Pleistoceno
Por Pedro Jacobi  
 

 

   

A época  geológica chamada Pleistoceno, que começou a 2,58 milhões de anos atrás, é  repleta de histórias interessantes e de mudanças climáticas radicais. Durante esta época, que terminou a 11.700 anos,  o gelo cobriu a maior parte  do planeta. Foi no Pleistoceno que o Homem viu a última idade do gelo e foi  durante o Pleistoceno que o Homo Sapiens surgiu e evoluiu, espalhando-se  inexoravelmente em todos os cantos da Terra mudando a paisagem e até o clima.

O termo Pleistoceno foi cunhado  por Charles Lyell, em 1839, para descrever uma camada que aflora na Itália, cujos  fósseis são de animais ainda não extintos. É a primeira época do Quaternário e a sexta do  Cenozoico.

O estudo do Pleistoceno é fundamental para que possamos entender o  clima de hoje e suas possíveis implicações futuras.

Durante  o Pleistoceno existiram 11 eventos de aquecimento global seguidos por idades do  gelo.  Já fazem 11.700 anos que entramos em um período de  aquecimento global, que muitos cientistas, erroneamente, querem atribuir ao Homem,  que, obviamente, não tinha quase nenhuma influência no clima desta época.

idades do gelo
Estudos dos últimos 500.000 anos mostram os  ciclos de aquecimento e resfriamento que a Terra atravessou e que são  explicados pela teoria de Milankovitch
 

As  glaciações do Pleistoceno ainda são, para muitos, um mistério. No entanto, para o  cientista sérvio Milankovitch essa alternância de climas radicais é fruto dos movimentos  e variações no ângulo do eixo terrestre ao longo  de grandes ciclos de 41.000 anos ao redor do Sol.

Sabe-se que durante as  glaciações a temperatura média da Terra era apenas 5 graus centígrados abaixo da média atual.  O clima era seco pois a maioria da humidade estava retida na forma de gelo. Os  desertos predominavam e as tempestades de areia assolavam a superfície das áreas  mais quentes. Foi nestas condições adversas que a humanidade se forjou e  evoluiu.

Uma das  melhores formas de estudar o Pleistoceno é através dos fósseis. No entanto, o  estudo das sondagens e dos  testemunhos de gelo da Antártica, que contém bolhas do ar Pleistocênico retidas  na massa gelada, é  a nossa melhor evidência do clima e da atmosfera  Pleistocênica. É através destes  estudos que os geólogos conseguem entender a evolução da temperatura  terrestre e a quantidade dos gases tipo CO2, S, metano e outros na atmosfera, ao longo do  tempo.

testemunho
Milhares de metros de testemunhos de gelo são  guardados para análises e estudos do clima passado
 
 
  O gelo fornece  parâmetros científicos de grande interesse mas, infelizmente, graças a  decadência dos gases ao longo do tempo esses dados apresentam uma certa  imprecisão devendo, em alguns casos, ser calibrados pelos ciclos de Milankovich. Acredita-se que o Gelo Antártico deve conter evidências de mais de  1,5 milhões de anos .  No entanto o furo mais profundo, de 3.200m, feito na  Antártica contém dados somente dos últimos 800.000 anos.

 
anéis de árvore
Cada anel deste tronco tem uma história a contar
 

Outro método utilizado para o entendimento do clima Pleistocênico é a estudo dos  anéis dos troncos de árvores. Estes anéis podem informar com precisão as  temperaturas e os ciclos climáticos dos últimos milhares de anos. A comparação  entre vários estudos feitos em árvores de inúmeros locais e continentes nos dá  uma visão bastante precisa do clima dos últimos 1.850 anos. Mesmo assim esse  estudo carrega um grande número de controvésias e acalorados debates entre os  pesquisadores.
 

Várias espécies desapareceram no Pleistoceno. Possivelmente muitos foram extintos  pelos caçadores humanos.

Durante  o Pleistoceno os mamíferos pequenos demonstraram ser mais capazes de sobreviver em climas  gelados não sendo extintos como os mastodontes, tigres  dente-de-sabre, preguiças gigantes e vários outros animais de grande porte.

cavalo
Esta espetacular pintura de cavalo foi feita em uma caverna  em Nyaux, na França no final da última glaciação há 14.000 anos
 

As  extinções ocorreram mais no hemisfério norte onde as glaciações foram mais  intensas.

É  durante o Pleistoceno que vários hominídeos habitaram a Terra. Muitos foram  extintos. Sobreviveram os Homens Modernos que migraram da África para as  regiões não cobertas pelo gelo, aos poucos conquistando e vivendo em quase todos  os recantos do planeta. Algumas teorias tentam explicar que as espécies de Homo  Sapiens foram os responsáveis pelo desaparecimento da megafauna. Hoje  sabe-se que algumas espécies de mamutes coexistiram com os Egípcios e que o  veado gigante irlandês sobreviveu até 9.600 anos atrás.

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Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo

 
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