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O cometa 67P e a água



Publicado em: 15/3/2015 20:23:00

Existe uma região no cometa 67P, recentemente abordado pela sonda Philae, que parece ter uma maior concentração de água. Esta região é chamada Hapi e fica no “pescoço” do Cometa 67P entre as duas protuberâncias.

Ela tem uma particularidade: uma cor azulada quando observada pelos filtros da nave orbital Rosetta. Esta cor aparentemente indica uma maior presença de água congelada misturada com poeira e fragmentos de rochas.

Hapi é uma das mais ativas fontes de emissão de gás e jatos em todo o cometa (foto). Este fenômeno se deve a proximidade do cometa ao sol. À medida que o corpo se aproxima da nossa estrela estes jatos e emissões gasosas irão se intensificar. A cauda do cometa é, portanto, o resultado do bombardeamento da radiação solar sobre a superfície do 67P.

Um fato interessante, resultado das medições feitas pelos equipamentos a bordo da Rosetta, é que o Cometa 67P tem uma densidade menor do que 1. Ou seja, o cometa deve boiar na água.

Esta densidade baixa implica que uma grande parte do cometa deve ser composta por gelo poroso misturado com materiais orgânicos e poeiras. Os cientistas acreditam que um dos componentes é o ácido carboxílico, constituinte dos amino ácidos que são a base da formação das proteínas.

Em outras palavras os cometas com essa característica podem ter originado a vida na Terra e no sistema solar.

Já a relação de deutério/hidrogênio estudada na água do 67P levanta a suspeita que essa água, lá encontrada, não é compatível com a água terrestre.

A nossa água tem uma razão deutério/hidrogênio três vezes menor.

Esta constatação levou muitos cientistas a mudar a opinião sobre a origem da água no nosso planeta, que muitos acreditavam ter vindo do choque de cometas. O Cometa 67P deve ter se originado no Cinturão Kuiper fonte de corpos celestes congelados que se encontra após a órbita de Netuno.

Autor:   Pedro Jacobi - O Portal do Geólogo

  

 


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