Barclays aposta no chumbo, crê em queda nos preços do zinco
Pesquisadores do Barclays Capital Commodities, braço do grupo financeiro Barclays, divulgaram nesta semana uma análise do mercado de metais que aponta haver "um claro sinal para preços ainda maiores" de alguns produtos, enquanto outros tiveram suas expectativas reduzidas. Segundo os analistas, o maior burburinho continuará por conta dos metais preciosos, com o excesso de oferta puxando de um lado e o medo da inflação puxando para o outro.
As grandes apostas são feitas em cima do cobre e do chumbo; para a equipe do Barclays, a produção de cobre "provavelmente cairá" e não será suficiente para atender a demanda "mesmo com uma taxa modesta de crescimento". O mesmo é dito do chumbo, cujo fornecimento pode diminuir entre 2010 e 2011, alavancando uma alta dos preços.
Do outro lado, os pesquisadores creem que há uma "capacidade excessiva de fundição" de alumínio, o que deve ditar os preços do metal, enquanto o níquel terá oscilações maiores, com uma queda no segundo semestre sendo seguida de uma possível alta em 2011, provocada por problemas com a mina Goro, que a Vale opera na Nova Caledônia, reduzindo a demanda.
O relatório também manifesta ceticismo com o zinco ao longo dos próximos anos, duvidando que os atuais níveis de crescimento na demanda não podem se sustentar a longo prazo.
Publicado em: 20/7/2010 22:43:00
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