Na semana passada, um grupo de instituições governamentais e acadêmicas da Argentina revelou ter planos de abrir três plantas para processamento do lítio, metal leve que é utilizado na fabricação de baterias de aparelhos eletrônicos e veículos elétricos. O país é uma das três nações sul-americanas que juntas detêm mais da metade das reservas do elemento no mundo, mas até agora limitou-se a vender o minério purificado a fabricantes que o processam em outros países.
Dessas três plantas, uma fará a purificação do metal, uma produzirá insumos e uma terceira montará as baterias. A intenção argentina é de agregar valor ao mineral, cuja tonelada bruta é vendida a cerca de US$ 300 – valor que sobe para US$ 6 mil no caso do produto purificado a um grau acima de 95% e bate em US$ 6 milhões no lítio metálico, insumo final para a bateria.
No Brasil, a produção de lítio é incipiente e não passou de 180 toneladas em 2010, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês). Ainda segundo o órgão, o país tem reservas estimadas em 1 milhão de toneladas, ou 3% do total mundial.
Publicado em: 26/3/2012 15:25:00
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